Como fazer uma revisão integrativa

Resumo: Combina diferentes tipos de evidência com critérios explícitos para construir uma síntese ampla e fundamentada.

O que é uma revisão integrativa

Uma revisão integrativa sintetiza literatura de diferentes desenhos e pode combinar investigação empírica, teoria, métodos qualitativos e quantitativos. O seu valor está em construir uma compreensão ampla de um problema, desde que os critérios, a avaliação e a forma de integração sejam explícitos.

Quando é adequada

Usa-a quando a pergunta exige reunir evidência diversificada, compreender um fenómeno de forma abrangente ou relacionar resultados empíricos e contributos teóricos. Não é uma licença para juntar fontes sem critério: define antes que tipos de evidência são relevantes e que síntese é possível.

Formular a pergunta e o protocolo

Delimita população, fenómeno, contexto e finalidade da revisão. Regista bases, expressões de pesquisa, critérios de elegibilidade, processo de seleção, ferramenta de avaliação e plano de síntese. Se o protocolo mudar, explica o motivo e o impacto da alteração.

Pesquisar e selecionar estudos

Combina descritores e palavras-chave, pesquisa mais do que uma fonte e verifica referências relevantes. Remove duplicados, faz triagem por título e resumo e confirma elegibilidade no texto integral. Guarda o fluxo de resultados e os motivos de exclusão para evitar decisões não documentadas.

Avaliar estudos diferentes

Escolhe instrumentos adequados a desenhos qualitativos, quantitativos, experimentais, observacionais ou teóricos. Não uses o mesmo critério de qualidade de forma cega para todos. Descreve limitações, risco de viés, contexto e força de cada contributo antes de os integrares.

Extrair e comparar dados

Cria uma matriz com objetivo, desenho, amostra ou corpus, contexto, conceitos, método, resultados, limitações e relevância. Faz um teste-piloto e separa dados originais da tua interpretação. A matriz deve permitir comparar estudos sem apagar diferenças importantes.

Como integrar evidência heterogénea

Agrupa resultados por temas, conceitos, mecanismos, populações ou contextos. Explica convergências e contradições e não transforme conclusões incomparáveis numa média artificial. A integração deve preservar a natureza de cada estudo e indicar onde a evidência é mais limitada.

Síntese narrativa e tabelas

Uma síntese narrativa pode relacionar resultados e teorias através de categorias explícitas. Tabelas ajudam a apresentar características e diferenças; um modelo conceptual pode mostrar relações emergentes. Evita tabelas que apenas repetem o resumo sem análise comparativa.

Diferença face à revisão sistemática

Uma revisão sistemática tende a responder a uma pergunta delimitada com procedimentos reprodutíveis e avaliação orientada para a síntese definida. A integrativa pode incluir maior diversidade de fontes e procurar uma compreensão conceptual ampla, mas continua a exigir método explícito e transparência.

Relatar limitações

Indica bases consultadas, idiomas, período, tipos de publicação, decisões de seleção, heterogeneidade e limitações da avaliação. Explica como essas escolhas podem ter deixado evidência de fora ou condicionado a síntese. Não apresentes uma conclusão abrangente sem qualificar a base que a sustenta.

Erros frequentes e checklist

Evita pesquisa sem protocolo, critérios alterados depois de ver resultados, mistura de estudos sem avaliação, síntese por opinião e ausência de rastreabilidade. Confirma pergunta, estratégia, seleção, avaliação, matriz, integração, fontes, limitações e conclusão proporcional.

Conclusão

Uma revisão integrativa combina diferentes formas de evidência para construir uma síntese útil e fundamentada. O rigor depende de critérios claros, avaliação adequada a cada desenho e uma integração que respeite diferenças e limitações dos estudos.

Fontes

Perguntas frequentes

O que é uma revisão integrativa?

É uma revisão que reúne e sintetiza diferentes tipos de evidência para construir uma compreensão ampla de um problema.

A revisão integrativa é igual à sistemática?

Não. Pode incluir maior diversidade de desenhos e procurar integração conceptual, mas exige critérios, avaliação e transparência metodológica.

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