Como fazer um estudo experimental

Resumo: Planeia intervenção, comparação, atribuição, medição e análise para avaliar efeitos com rigor.

O que é um estudo experimental

Um estudo experimental atribui uma intervenção ou condição aos participantes ou unidades e observa o seu efeito num resultado. A força do desenho depende da atribuição, do grupo de comparação, da medição e do controlo de explicações alternativas.

Formular a intervenção e o resultado

Define população, intervenção, comparação, resultado principal, duração e unidade de atribuição. Especifica o efeito mínimo relevante e o momento de medição antes de recolher dados.

Aleatorização e grupos

Quando possível, a atribuição aleatória reduz diferenças sistemáticas entre grupos. Descreve sequência, ocultação, cegamento quando aplicável, perdas, desvios ao protocolo e se a análise segue intenção de tratar ou exposição recebida.

Protocolo e controlo de qualidade

Regista procedimentos, materiais, formação da equipa, condições, adesão e segurança. Mantém constantes as condições relevantes, mas não elimines variáveis que fazem parte do contexto real sem justificar o impacto na transferência.

Ética e segurança

Avalia riscos, benefícios, consentimento, privacidade, compensação e direito de desistir. Define monitorização de incidentes e critérios para interromper ou alterar a intervenção. A atribuição aleatória não justifica expor pessoas a risco desnecessário.

Analisar o efeito

Compara grupos com método compatível com desenho, resultado e medidas repetidas. Relata diferença ou razão de efeitos, intervalo de confiança, perdas e análises de sensibilidade, não apenas um valor de p.

Validade e generalização

Distingue validade interna, isto é, credibilidade de que a intervenção causou a diferença, de validade externa, que depende de população, contexto e execução. Um resultado sob condições controladas pode não repetir-se noutra realidade.

Erros frequentes e checklist

Evita chamar experiência a uma comparação sem intervenção, alterar o resultado principal depois de ver dados, ignorar perdas, confundir adesão com atribuição ou concluir causalidade sem controlo suficiente. Confirma intervenção, comparação, atribuição, protocolo, ética, efeito e limites.

Conclusão

Um estudo experimental apoia inferências causais quando a atribuição, o protocolo, a medição e a análise são coerentes. A credibilidade depende tanto da proteção dos participantes como da transparência sobre desvios e incerteza.

Fontes

Perguntas frequentes

Todo estudo com dois grupos é experimental?

Não. É necessário existir uma intervenção ou condição atribuída pelo investigador e um desenho que sustente a comparação.

Aleatorização prova causalidade sozinha?

Não. Ajuda a reduzir diferenças sistemáticas, mas protocolo, medição, perdas, análise e execução continuam a ser determinantes.

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